Atualizado em: dezembro 12, 2025 às 12:51 pm
Por: Arthur Coelho
O postdrome debutou com um compilado de sucesso neste ano, mas se engana quem pensa que a banda parou por aí. Com ainda mais intensidade e agressividade, o quarteto norte-americano apresenta nesta sexta-feira (12) seu novo som, lançado como faixa antecipada de um EP previsto para chegar por completo nos primeiros meses de 2026. O single sai de forma totalmente independente e conta com produção assinada por Corey Coffman (gleemer), que também trabalhou com o grupo em seus materiais anteriores.
Já disponível nas principais plataformas de streaming, “From Heaven, from Nowhere” expande os elementos que marcaram o debute — o som atmosférico, denso e pesado — agora com ainda mais agressividade. A faixa une vocais limpos, distorcidos e gritados, que são divididos entre os guitarristas Maks e Derryk Esquivel, além do baterista Christian Madigan, que entrega um espetáculo marcantes nas viradas. A seção grave, conduzida pelo baixista Scott Hill, também merece destaque, adicionando camadas carregadas de neblina ao estilo nu-gaze, que levam o quarteto ao flerte com o sludge-metal em sua parte final.
Em conversa conosco, Derryk Esquivel comentou mais sobre o processo de gravação da nova faixa e o motivo de ela ter sido escolhida como o single de apresentação do novo projeto da banda.
Confira:
“Todos nós sentimos que essa faixa era o single perfeito para liderar o novo EP. Ela pega muito do que fizemos no primeiro EP e leva o som ainda mais longe. Essa foi uma das primeiras faixas que todos trouxemos para o espaço de ensaio e trabalhamos como grupo, e para mim, ela soa como uma música muito mais orgânica e natural por causa disso. Conseguimos tocar essas músicas ao vivo antes de gravar, e isso realmente nos deu uma perspectiva única sobre como queríamos levá-las para a gravação. No estúdio, tentamos capturar a energia crua e a vibe que a música tem. Para alcançar isso, não apenas tivemos isso em mente ao escrever, mas também tentamos algumas abordagens diferentes ao gravar.
A última parte da música foi gravada sem o metrônomo. Christian (Madigan), nosso baterista, e eu fomos para a sala ao vivo e tocamos a última seção um com o outro umas 4-5 vezes. Essa parte da música nunca teve uma estrutura definida, e quando tocávamos ao vivo, sempre a fazíamos de maneira diferente. No final, acabamos com a versão que entrou na versão final da música. Estamos muito felizes com o resultado da música. O Corey realmente fez nossa visão ganhar vida, e estamos todos super empolgados por finalmente estarmos lançando essas músicas”.