Atualizado em: janeiro 5, 2026 às 3:52 pm
Por Arthur Coelho
Em outubro de 2025, o visitas póstumas lançou um dos discos mais interessantes e diferentes do ano. Em dez faixas tomadas pela estética nostálgica, o grupo combinou elementos do rock alternativo e do emo com sintetizadores e outros efeitos, criando uma mistura que pode ser chamada — sem exagero — de inovadora, inclusive dentro do próprio cenário alternativo brasileiro.
O resultado foi “Tarde“, um disco que provoca identificação, diversão e, sobretudo, curiosidade. “Como é que eles pensaram nisso?” foi uma pergunta que me peguei fazendo várias vezes durante a resenha do álbum — e que resolvi levar a quem melhor poderia respondê-la: o próprio quarteto, originário de Porto Alegre (RS).
A seguir, você confere um bate-papo coletivo que tive com o guitarrista e vocalista Lucas Diesel, o baixista Leandro Sondré, a baterista Liz Athayde e o guitarrista Caetano Stella sobre o disco de estreia, referências, planos para o futuro e muito mais.
UOLDM: Esse é o primeiro álbum de vocês e li que vocês fizeram toda a gravação/produção nos quartos de algum membro. Como foi esse processo? Foi similar ao do EP? O que mudou nesse período?
Lucas: O “Futebol de Salão” foi gravado na época que a visitas póstumas era um projeto solo meu. Eu gravava com uma mesa da behringer XENYX q502USB (vulgo “LANCHEIRA”) que o meu pai tinha, uns microfones chineses que eu usava pra voz, minha guitarra e bateria virtual (eu não tinha baixo nessa época). Ainda na época do projeto solo eu gravei um álbum chamado “e as nossas promessas foram quebradas”, que não foi lançado. Ele vai ser regravado pela banda logo logo (tem bangers ABSURDAS álbum ai, queria falar nada não…)
Já com a banda formada, um álbum debut foi “idealizado” em outubro de 2024. Tivemos umas 3 tentativas de juntar demos e materiais para formar um projeto, mas nunca deu certo. As ideias restantes dessas sessões foram o single “Piegas” e algumas músicas que postamos no nosso Soundcloud. Em dezembro de 2024 nós(de forma não intencional) entramos em um processo de composições, ideias e de gravação de tudo isso.
Os elementos que mais mudaram são que agora a banda é produzida e gravada coletivamente entre nós 4, e que agora a gente tem um acesso bem maior a equipamentos de áudio (básicos, mas que fazem acontecer) que foram juntados pelos membros e por amizades nossas.
Leandro: É curioso que na banda todos os membros tem interesse por produção, então a gravação do álbum foi um processo de aprendizado geral, feito um pouquinho por cada um. A estética DIY do punk/independente começou a nos mover muito, também porque ninguém é filho de algum músico que pode abrir contatos ou amigo de algum amigo, nem tem dinheiro pra caralho. Com uns pila que tenho, comprei os suportes de mic e umas espumas que estão na casa da Liz agora, pra ajudar na bateria. E foi assim, no improviso e na coragem que nossa vida nos levou a acreditar. O EP, assim como os lançamentos anteriores, seguindo os padrões ULTRA nerd de música de internet, foi feito inteiramente pelo Lucas, trancafiado no quarto. Depois, o projeto se expandiu: foi entrando e saindo gente na banda, até consolidar a formação atual.
Liz: Sinceramente, mudou muita coisa comparado ao EP. Ele foi inteiramente produzido/composto/criado/tudo pelo Lucas no quarto dele!! as baterias eram midi e ele que gravou tudo. Já agora, todos da banda contribuíram e finalmente conseguimos gravar com uma bateria de verdade (pra mim que sou baterista isso é importante) e também aprendemos bastante sobre gravação e produção caseira. Ao longo do processo de gravação a gente foi adquirindo equipamentos, gostos e conhecimentos novos, tendo que regravar algumas músicas, e agora meu quarto é praticamente um estúdio
Caetano: O processo foi bem diferente da gravação do EP. Acho que a única semelhança é terem os dois feitos em casa, mas o EP foi gravado pelo Lucas sozinho, antes mesmo da banda existir. Já no álbum nós gravamos juntos, como uma banda consolidada. As baterias e vocais foram em maioria gravadas na casa da Liz usando os equipamentos que conseguimos. As guitarras e baixos foram gravadas tanto na casa da Liz como na casa dos respectivos membros. Foi um processo longo e cansativo, mas muito divertido também. Muitas das vezes iam amigos acompanhar as gravações, dando opiniões sobre as músicas e o jeito de gravar.
UOLDM: Esse é também o primeiro trabalho de vocês a sair por um selo musical (o Naif). Como vocês se sentem em relação a isso?
Lucas: “Tarde” na verdade foi lançado de forma independente. A gente teve um apoio muito forte do selo Naif no processo final do álbum e a banda agora faz parte oficialmente do selo Naif, mas tudo do “Tarde” (fora a masterização) foi produzido e gravado pela banda. Caso tudo dê certo, nosso segundo álbum (ou primeiro álbum de estúdio) vai ser produzido em conjunto com o selo em 2026. Sendo bem honesto, tô muito ansioso pra isso e eu sei que esse segundo projeto vai ser INSANO.
Liz: O álbum saiu de forma independente, não foi pelo selo Naif! Porém, o Wendel (dono do Naif) nos ajudou fazendo a master do álbum e nos auxiliando na parte da divulgação, porque a gente não sabe usar Instagram e etc. Ele é querido.
Caetano: É muito bom ver o trabalho ganhando representatividade. Ter apoio de um selo não só vai nos ajudar na qualidade do som, como também em conexão com outros músicos e profissionais. O Wendel é um cara muito gente fina e que ajuda como pode. Desde ajudar na masterização até nas redes sociais, incentivando a gente a postar nos movimentar.
“Então sim, podem sonhar, porque a gente tá sonhando junto”
UOLDM: “Tarde” soa de forma diferente dos lançamentos anteriores, que pareciam mais próximos de influências do midwest. O novo álbum, inclusive, parece até mais rápido e intenso em certos momentos. Como vocês chegaram nesse tipo de som?
Lucas: Na minha cabeça, foi algo bem natural e definitivamente veio da evolução da banda como um todo. Não posso esconder que existem elementos de midwest-emo dentro de “Tarde”, mas a ideia geral foi não colocar uma limitação de gênero ou de sonoridade nele, e sim tentar contar da forma mais sincera o que a banda como um todo queria dizer naquele momento, em cima do conceito do álbum. Desde que a banda começou, a gente flutua por vários gêneros (mesmo que o projeto seja EMO), ritmos, sonoridades e ideias gerais que não necessariamente se encaixam no padrão emo-pop ou midwest-emo que nós (como fãs) já estamos acostumados a escutar. Fato também que todos os membros da banda são BEM ecléticos e gostam de música em geral, sem limitações. Então, na minha cabeça, a gente vai cada vez mais se dissociar do padrão emo e se encontrar em qualquer ideia ou som que esteja na gente no momento (geralmente, com muitas influências base da sonoridade indie rock)
Leandro: Acredito que o tipo de som que se constrói na internet não é o tipo de som que passa a energia desejada em shows. “Fantasmas a Vagar”, por exemplo, é sentimental e interessante, mas passa uma energia muito morta nos shows, e a gente foi percebendo isso tocando. Foi surgindo uma necessidade de ter um som mais porrada, pras pessoas se quebrarem mesmo. Claro, o que a gente ouve foi mudando e nossos gostos foram se juntando, também. Essa intensidade tem muitas origens: eu curto muito Lupe de Lupe, Machine Girl e tudo que há de punk e gritado. A Liz curte umas fritação técnica de uns japoneses tipo susquatch, toe, NUMBER GIRL. O Lucas é fissurado em Fresno e Jeff Rosenstock. O Caetano é mais pra um rock psicodélico, Hendrix etc. Inclusive, no quesito técnico: BAH – tem umas música no álbum que são difíceis, ou muito rápidas, ou com linhas complicadas, ou com muitas partes, e na maioria das vezes, tudo junto.
Liz: Acho que, por esse ser o primeiro trabalho onde todos os membros foram capazes de se expressar livremente, trouxe essas mudanças no estilo. Nesse ano, eu passei por várias fases musicais e descobri bastante banda nova interessante, o que me inspirou muito a fazer música, ter algumas ideias e achar um som que dialogue mais comigo. O fato de termos o tempo que quiséssemos pra gravar, conversar e pensar sobre o álbum (visto que não pagamos nenhuma hora de estúdio ou coisa do tipo) definitivamente teve impacto positivo no output criativo e não seria a mesma coisa se essa pressão do tempo existisse.
Caetano: Foi em grande parte pela forma criativa do Lucas. Mesmo que o álbum pareça se afastar da estética midwest, ele ainda mantém vários elementos característicos e marcantes do gênero: acordes abertos, licks, afinações abertas, etc. Mas é fato que o álbum é mais rápido e complexo que as músicas anteriores. Na minha visão o foco nos synths é o que mais deixou o som diferente das músicas anteriores. É interessante ressaltar também que todos nós, como músicos, melhoramos nos instrumentos desde que a banda se formou, então é visível como as músicas novas são tecnicamente mais complexas que as anteriores.
UOLDM: Os elementos de samples, glitchs e sintetizadores são mais associados a gêneros de pop experimental ou rap, mas vocês os combinam com o emo — algo que eu, sinceramente, nunca tinha ouvido. Como surgiu essa ideia? Teve alguma referência musical do mesmo estilo?
Lucas: Existem algumas bandas que fizeram/fazem essa junção de synths/samples no emo (Brave Little Abacus, Lobsterfight, Guitar Fight From Fooly Cooly e afins). Acho que esses elementos vieram muito naturalmente na produção do álbum, e junto também num contexto maior do álbum. Da minha parte, posso dizer que comecei a minha jornada musical com 14 anos fazendo música eletrônica experimental (antes de ter uma guitarra ou um violão), flutuando entre o sampling do plunderphonics e vaporwave até os synths retro e analógicos da produção chillwave e synthwave. Acho que naturalmente isso se mesclou na composição, e eu acho que futuramente vai vir cada vez mais forte essas experimentações.
Leandro: Um termo que vi se referirem é “indietrônica” (risada) não sei o que pensar sobre. Mas vem muito de experimentações sonoras, de ficar horas no FL ou Ableton com plugin crackeado bugando os sons. Também, tem muito a ver com a nossa infância, muito passada vendo desenhos, jogando jogos, que foram sampleados pra compor essa paleta nostálgica, colorida, e que junta pessoas que vão curtir as mesmas referências. Por outro lado, eu ouço muita música eletrônica (também sou DJ), o Lucas produz vaporwave (segredo) e a Liz também curte fazer uns beats, então só se somou pra usar samples e synths. Também não sei apontar alguma referência direta disso, mas é uma estética que nos identificamos muito e pretendemos seguir. Agora, até conseguimos tocar os sons sem usar os samples, mas no futuro queremos que as músicas estejam profundamente conectadas com os samples e synths, a um ponto que não dê pra imaginar a música sem.
Liz: Ah tem sim, tem o Brave Little Abacus (banda de Sandown, Estados Unidos) e o álbum “Ahora o Nunca” da banda Candelabro. Sinceramente, foi um processo bem natural, assim como a maioria das coisas que acontecem na banda. Eu pessoalmente adoro abrir o amplitube 5 (software de simulação de efeitos musicais), botar um monte de pedal e ficar brincando com os sons que saem de lá. Imagino que pro Lucas, que fez synths e a maioria dos samples, o processo possa ter sido diferente.
Caetano: Acho que a partir deste álbum, os sintetizadores e os samples vão se tornar elementos fundamentais do Visitas. Mesmo que hoje nos shows ainda não tocamos estas partes, isso é algo que queremos aprofundar na banda, e também implementar nos shows.

Quando Liz disse que seu quarto virou um verdadeiro estúdio, isso não era nenhum tipo de hipérbole / Foto concedida pela própria banda
UOLDM: A capa do disco é muito bonita e conecta diferentes artes menores na colagem de algo maior. Esses elementos se relacionam também com as músicas? Tem alguma história por trás?
Lucas: Honestamente, não muito. essa capa originalmente vem de uma foto que eu tirei de uma colagem minha que eu fiz no ano passado utilizando desenhos/pinturas de quando eu tinha 14-16 anos, originalmente usada na capa na demo de desencontros no soundcloud. O álbum ficou sendo atualizado no nosso bandcamp enquanto estava no processo de produção, então eu coloquei a capa de desencontros (porque a música desencontros fazia parte do álbum) e ficou. Eu e a Liz tentamos algumas outras, mas a gente se acostumou com essa e por algum motivo fazia sentido ser essa. Dois meses antes do álbum sair, eu e a Liz re-escaneamos a capa e re-fizemos ela do zero.
Leandro: Eu acho essa capa linda, e super a ver com a nostalgia que o som passa. Dá pra pensar que o álbum é dividido em duas partes né (segredo), e acho que a capa se encaixa mais com a segunda. Essa estética de esboço, de caderno de colégio, de desenho que tu faz quando não tem porra nenhuma pra fazer na aula se encaixam muito com os sentimentos mistos das músicas. Essa confusão sentimental, esse algo agridoce sobre a juventude…
Liz: Sinceramente, eu acho que não tem nada a ver e é só loucura minha, mas eu gosto de relacionar o processo de colagem afetiva com a forma que o álbum foi montado. Também curto que ali estão presentes vários “fragmentos” de experiências que ajudam a passar essa visão da infância a partir de um ponto de deslocamento. Tipo, isoladas elas claramente tem significado, mas quando tu coloca elas juntas, a mensagem muda e passa a construir um significado novo e maior, algo que na minha cabeça se relaciona bastante com algumas letras do álbum e as suas narrativas, fragmentos de lembranças, desejos, episódios vividos e depois reinterpretados por uma pessoa já distante de tudo isso.
Caetano: Acho que quem melhor consegue falar sobre a capa do álbum é o Lucas, por ter sido quem pensou na grande parte da especial do álbum. Mas, na minha interpretação, a capa do álbum é o retrato do contraste da vida adulta com a adolescência. As folhas de caderno do colégio e os desenhos representam a vida da criança e do adolescente entrando em conflito com o Gudang entrando na ponta da capa, como se fosse a vida adulta “tomando conta” do espírito anterior.
UOLDM: Seja nos títulos ou dentro das músicas em si, vocês referenciam com boa frequência obras pop da cultura 2000, como desenhos animados, mangás e animes. Como essas mídias se conectam com as letras de vocês?
Lucas: O meu processo de composição é bem conscientemente (e inconscientemente) vidrado em conceitos, emoções, mídias, memórias e afins. “Tarde” é um concept álbum sobre o início da vida adulta e da “volta ao passado” que a gente tem lembrando de situações/fragmentos de memórias/relacionamentos/amizades e tudo que moldou a gente no período da infância-adolescência, então acho que essa associações midiáticas e culturais fazem sentido. É muito do que a gente viveu coletivamente como jovens dos anos 2000 (e até antes) e o que eu particularmente vivi, tendo algumas referências EXTREMAMENTE pessoais, tal qual o jogo de PS2 de Stuart Little que é um dos poucos jogos que eu lembro vagamente de ter jogado no meu PS2 antigo.
Leandro: As mídias e as letras se conectam na medida que todos na banda são jovens, tendo pegado um começo dos anos 2000-2010 na infância. Porra, chegar em casa, ligar a TV e ver Apenas um Show era algo que eu parecia saber que já ia marcar pro resto da vida. Ver anime em sites duvidosos cheios de vírus com qualidade péssima fazia eu me sentir no próprio mundo cinza e distópico de Evangelion. Um conflito da juventude. Então, é uma perspectiva de volta, uma saudade desses tempos que passaram, e representações disso já estão na cultura faz muito tempo. O Visitas é só a expressão disso da nova geração.
Liz: O álbum fala muito sobre infância e sobre a percepção de que o mundo, quando você cresce, não necessariamente vai acolher o que você é — e muitas vezes vai até ir ativamente contra de diferentes formas. Pra mim, algo muito presente no álbum é a ressignificação de sentimentos, conceitos e experiências que estão presentes durante a infância e são úteis numa fase mais avançada da vida pra você resistir a quase inevitável transformação de virar uma pessoa chata e amargurada. Então, usar coisas como anime, mangá, desenhos, jogos e ícones culturais desse período faz sentido, porque foram ambientes onde muita gente encontrou identidade, conforto, refúgio ou até proteção emocional. O álbum tenta ressignificar essas imagens com uma visão meio “coming of age” (fase de amadurecimento). então esses elementos ajudam a deixar essa ressignificação mais palpável.
Caetano: Elas estão diretamente conectadas, as letras fazem referências em diversos momentos à essa cultura pop. São, em geral, grandes referências à adolescência e a vida jovem contemporânea.
UOLDM: Como foi colaborar com o pessoal do Quem é Você, Alice? Como surgiu a ideia e o convite?
Lucas: O Wendel do selo Naif tava masterizando o nosso álbum, e pela QEVA fazer parte do selo Naif, eles acabaram escutando algumas prévias. Eles curtiram a faixa “Billy & Mandy” e pilharam na ideia de colaborar com a gente nesse som, ai gente se reuniu pra gravar no bunker do selo naif e foi muito foda. Esse feat foi genuinamente muito importante para nós como banda, significou quase um fim de ciclo pra gente. A formação da banda em si teve influência direta da QEVA, sendo eu e a Liz mutuals (seguidores um do outro) no twitter por conta da comunidade da QEVA. O resultado final dos vocais do Conrad e da Milena ficaram perfeitos. Adoro essa música.
Leandro: A Liz começou a tocar batera por causa da QEVA. Todos da banda tiveram alguma conexão com essa banda (mesmo que possivelmente amistosa em algum momento), e o som deles foi influente no nosso. Por isso, fazer a colaboração foi muito significativa pra nós, e pro que pensamos pro futuro do gênero. As gravações foram tranquilas e divertidas, com uma troca de ideia de igual pra igual que nos alegrou muito.
Liz: Foi surreal, porque eu comecei a tocar bateria e sair de casa em geral por causa da QEVA antes de eu conhecer eles era só WOTLK no warmane (provavelmente o jogo World of Warcraft), então ver meu nome junto ao deles num lançamento é muito louco. Eles arrasaram na faixa. A Milena tava mal da voz na gravação, mas foi guerreira e estou em débito multibilionário com ela até o dia da minha morte.
UOLDM: Como estão os planos de divulgação do álbum? Podemos sonhar com uma tour?
Lucas: Tá vindo lentamente…como o álbum saiu no final do ano, nós tivemos pouco e ao mesmo tempo bastante caminho pela frente. A gente definitivamente vai tocar em alguns lugares fora do RS no ano que vem, é uma promessa. Infelizmente não veio de imediato, porque final de ano é uma época FUDIDA (perdoe-me pela palavra) para shows e performances. Mas tudo vai dar certo, pode demorar uns meses, mas os shows de lançamento do álbum (em cada cidade proposta) vão ser INSANOS.
Leandro: Com o lançamento do álbum no fim do ano, não conseguimos nos programar pra fazer uma turnê logo em seguida, mas eu boto fé que vai rolar em 2026. Todo mundo na banda acredita em fazer muito com pouco, e não vamos parar de fazer esse esforço gigantesco muito cedo. Quero tocar até os 90 anos, e em todos lugares possíveis. Nosso maior plano é São Paulo, mas quem sabe rola outras cidades? Se fechar com a grana e nas condições certas, vamos pra qualquer lugar do Brasil pra fazer o som que acreditamos.
Liz: Nós definitivamente sonhamos com uma tour, desde que voltamos de SP em outubro do ano passado isso virou um objetivo concreto nosso. Mas, infelizmente, é muito difícil sair do estado e arcar com todos os custos que isso gera, principalmente porque o dinheiro sai diretamente do nosso bolso. A real é que nosso plano é insistir até conseguir, nem que seja algo pequeno. Então sim, podem sonhar, porque a gente tá sonhando junto
Caetano: Estamos divulgando por todos os meios possíveis, Instagram, tiktok, groover, ads… e sobre a tour, pensamos muito em fazer uma, principalmente São Paulo início do ano que vem.